os pequenos deuses da trapaça, por Jason Manuel Carreiro

livro de estórias, por jason manuel carreiro

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*Trabalho atual do autor aqui.

Sobre “Os pequenos deuses da trapaça“:

- é uma obra altamente subversiva que pretende fazer troça do mercado editorial, da indústria cultural e das leis e regras que visam ditar padrões gramaticais;

- também pretende fazer troça daqueles que acreditam que são altamente originais e que possuem alguma “propriedade intelectual” sobre as suas criações artísticas;

- celebra a livre-circulação de idéias e a bricolagem;

- está registrado sob uma licença Creative commons, o que significa que você é livre para copiar, reproduzir e distribuir a obra, desde que cite o autor e a fonte de onde retirou o livro. Também é proibido vender a obra .

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O teaser trailer do livro Os pequenos deuses da trapaça, intitulado O esvaziar das nuvens, foi indicado pelos organizadores do festival ao prêmio Bibliofilmes 2010 (Bibliofilmes/Plano Nacional de Leitura -  Lisboa, Portugal), na categoria melhor trailer de livros da língua portuguesa. Assista a seguir:

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Leram e comentaram os pequenos deuses da trapaça:

“Não há como ler um dos contos de ‘Os Pequenos Deuses da Trapaça’ sem ao final ter mais dúvidas que certezas.”

Fernando de F.L Torres, Revista Aguarrás

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“É comum se deparar com vestígios de Clarice Lispector e Nietzsche em suas páginas.”

Ana Rita Gondim, Correio Braziliense

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As histórias de Manuel Carreiro pertencem ao gênero milenar dos contos filosóficos e fazem jus à sua tradição. Tematizam questões cruciais sobre a existência e o ser em tom leve, bem humorado e principalmente irônico. É esta ironia que garante a cada conto a condição suspensiva tão cara ao ceticismo filosófico: deixa-se no ar o juízo sobre qualquer verdade porque, como diz um dos contos, “não há a menor diferença entre correr e não se movimentar”, isto é, não há a menor diferença entre saber e não saber ou entre não ter nascido e morrer. O que inspira Manuel Carreiro parece ser o lema flusseriano: “scribere necesse est, vivere non est” – “escrever é preciso, viver não é preciso”. Ler estes contos é não apenas um refresco contra a rigidez e o dogmatismo das demais palavras que nos cercam como também o seu antídoto.

Gustavo Bernardo – Doutor em Literatura Comparada – Prof. de Teoria da Literatura na UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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Estou muito alegre por ver a repercusão positiva do seu trabalho.

É uma felicidade alheia que sinto como se minha fosse.

Recebi o seu exemplar, imprimi-o.

Li, li. Mas ainda não escrevi nada sobre ele.

Detesto coisas de improviso.

Como amante do bom uisque, aprendi que maturação é tudo.

Por ser uma obra aberta, barroca, estou a juntar os pontos pra ver no que dá.

Não pense, por favor, que nada escrevi por desleixo; ao contrário.

Faço isso apenas com os livros que gosto, que me tocam, que me melhoram.

Sua obra fez isso.

Quando me sentir apto escreverei alguma.

Mas confesso ser difícil exprimir uma ideia de algo que não se diz, que é afeita apenas ao terreno da vivência, da percepção.

Quem sabe, afinal, não seja esse o objetivo de um bom livro: ser vivido.

Enfim, falo demais.

Fico por aqui, agradecido e feliz por ter lido um pouco das suas ideias.

Abraços, Guilherme. (D’ O rinoceronte voador, por e-mail).

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CARO MANUEL CARREIRO,

Gostei muito do seu livro, da cosmologia inicial sobre o tempo longuíssimo que temos de remontar para chegar à sagração da origem, ao intemporal. Origem que do fortuito fez a aparente necessidade e finalidade das coisas presentes.
Gosto da forma como descreve a dimensão trágica do amor (o seu livro traz-no a noite dos afectos negros), que vive numa ebulição caótica sem redenção. Até porque o eu se desmultiplica tanto que desaparece.
Dentro do mundo literário, do “mercado” como se costuma designar, terá, no entanto, a dificuldade de ser uma escrita muito intimista, difícil de receber, porque, e isso sente-se muitas vezes, difícil de comunicar. Parece-me uma Stimmung da relação que mantém consigo próprio. É uma viagem iniciática — não veja nada do que digo como um imperativo, trata-se apenas da minha percepção subjectiva —, parece escrever mais para si do que para os outros. É um viandante à procura da sua própria centelha. Aliás, a citação de Zaratustra no final é absolutamente paradigmática.
Além disso, faz um exercício bastante recorrente de metatexto, de reflexão sobre esse acto genésico, cósmico que é a escrita. Esta contaminação um pouco filosófica também dificulta a recepção. Exemplo da bela encenação filosófico-literária do non-sense ontológico em o “Eterno Retorno”. Convocação de personagens que estão no estrato obscuro do sem sentido, argumentando, como em Nietzsche, o que apenas devia ser vivido. Aliás, o absurdo resulta muito da tentativa de exprimir o ininteligível. O Trágico também habita aqui.
Espero que tenha todo o sucesso que merece, e percebendo que ainda procura afinar a sua voz, e mão, estética, desejo-lhe também a força da perseverança, sem a qual nada de grande ou de belo se consegue fazer.
Com estima e admiração
Victor Gonçalves
(autor do blog português Declínio da Escola, enviado por e-mail)
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Manuel,

Dei uma passada de olhos em seu livro e me parece uma obra escrita de forma reflexiva e cuidadosa. Acho que você acrescentou à edição certo humor em pequenos detalhes que dão à obra um tempero de nós moscada. Isso é bom. Eu realmente acredito que a Literatura lusófona está sendo escritas por guerrilheiros como você. Talvez, daqui alguns anos, as pessoas falem de uma cena literária dessas primeiras décadas do séc. XXI, como um período criativo que encerrou a aridez de talentos e temas que se seguiu ao fim dos regimes ditatoriais e ao fim do mundo bipolarizado.

Fernando de F.L. Torres

(do site brasileiro Arlequinal, enviado por e-mail)

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No dia 29 de Março de 2010, foi publicada uma reportagem sobre Os pequenos deuses da trapaça no jornal CORREIO BRAZILIENSE. A reportagem Os paradoxos e enigmas de Manuel Carreiro é assinada pela jornalista Ana Rita Gondim, e você pode lê-la na íntegra clicando aqui. A matéria também saiu na edição impressa do jornal, porém, em versão um pouco mais curta.

Escrito por manuelcarreiro

Julho 27, 2010 em 8:24 pm

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